e todo caminho deu no mar

e todo caminho deu no mar
"lâmpada para os meus pés é a tua palavra"
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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Oriente-se


UFRRJ – IM – DL – CURSO DE LETRAS
LOCAL E DATA: Campus de Nova Iguaçu, 13/11/15

Oriente-se
A escrita monográfica como inscrição acadêmica

Minicurso com certificado - 30 vagas
Prof. Nonato Gurgel
Inscrições: Mariana Figueiredo 


Se oriente, rapaz
Pela constatação de que a aranha
Vive do que tece
...
Vê se compreende
Pela simples razão de que tudo depende
De determinação
...
Determine, rapaz
Onde vai ser seu curso de pós-graduação ...
Oriente, Gilberto Gil


 

sábado, 12 de setembro de 2015

Maria Bethânia

 
Para Macabéa Córdova que viu comigo
 

Amanhã é o último dia da mostra que comemora, no Paço Imperial, os 50 anos de carreira da deusa baiana. Ouvi Fernando Pessoa na voz de Maria Bethânia antes de ler o poeta luso na página (O eu profundo e os outros eus). Isso não é pouco. Marca um jeito de ler a poesia e interpretar o mundo. Um modo meio carta e carcará - pega, mata e come - de ouvir e estar no mundo. Modos que a grande artista Bia Lessa traduz com vigor na direção da mostra que poderia se chamar O cheiro da canção.
 
Hoje cheirei e ouvi literalmente a voz que Deus deu para ela cuidar. A voz que sai de antes do umbigo. Voz que acolhe e corta. Uma enchente que seca e depois sangra. Canto que confirma e inventa uma vida, como diz a escritora portuguesa Inês Pedrosa nas paredes - as paredes sabem tudo, por isso um homem pode amar uma parede, uma pedra, uma planta. Mesmo que esta planta seja capim, como Macabéa. Capim de feno. Inês sobre Bethânia: "Pessoa escreve na tua voz o vendaval de paixão que seu corpo apenas pode inventar..."
 
Assim é a mostra e suas mais de mil peças: telas, esculturas, fotos, vídeos, objetos pessoais e canções. O feno - o cheiro - perpassa os ambientes. Feno/floração. O expectador é seguido pelo cheiro do feno que floresce pelas salas. Além do capim verde marrom, outros cheiros acionam o corpo que ouve as vozes das lavadeiras. Haja memórias. Memorial afetivo do pretérito. Melhor focar no presente da mostra. Focar no fundo. O fundo verde das paredes que, inscritas a fogo e giz, falam.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Sobre Saga lusa



O livro de Adriana C faz rir e pensar: “O que não pode é panicar, descontrole cognitivo, essas baixarias”. O texto é um recorte da subjetividade aflita e fragmentada que circula por nossos cenários bélicos e cotidianos, pós 11 de setembro. Narrativas que dizem muito da nossa condição doída e contraditória, das identidades inacabadas em trânsito neste início de milênio. Mas sem drama. Adriana esquece o drama na bagagem, e encara a Coisa assim: “Me erra, Coisa. Vai, sai, que este corpo não é teu.” Texto completo:

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Tom



 
(1927 - 1994)

sábado, 25 de outubro de 2014

eleições 2014



todos soltos

I

"Prefiro votar em Dilma, combater a corrupção e ver o povo continuar ganhando, a votar no PSDB, combater a corrupção, e ver o povo perder."
 
Randolfe Rodrigues, senador (PSOL-AP), ao narrar em texto comovente, o encontro que teve, no Macapá, com uma senhora feliz após ser atendida e medicada pelo Programa mais médicos.
 

todos soltos

II
 

 
Há meses a programação da TV brasileira ficou sertaneja demais, e eu não entendia. Na Globo, por exemplo, o Fantástico virou um programa de música sertaneja e de matérias sobre natureza e futubel. A cada semana, uma dupla diferente canta "No rancho fundo" ou "Luar do sertão" com Luan Santana ou Sorocaba. É triste. Principalmente para quem lembra os musicais que o programa já exibiu, como aquele do Tom e Elis cantando "Águas de março", em Los Angeles, ou os Doces Bárbaros no Canecão, por exemplo.
 
Nada tenho contra cantores sertanejos. Confesso que curto as releituras que alguns deles fazem dos clássicos do sertão. O problema é a overdose. É audivel que a trilha sertaneja, com o decorrer da campanha, ultrapassou as fronteiras do Fantástico. Seus ritmos invadiram todos os programas desta emissora, do Altas Horas ao Esquenta, passando pelas trilhas de novelas e os programas matutinos. A qualquer hora que ligamos a TV, ouvimos um berro prolongado no ar.
 
Sabemos que música, futebol e política rimam com eleições. Agora que a campanha chegou ao final - e a maioria dos cantores sertanejos, assim como alguns jogadores de futebol, assumiram votar no Aécio - tomara que a TV Globo pense nos tímpanos dos telespectadores. E nos brinde com alguma recompensa musical que tenha na diferença o seu tom.  Um país multicultural requer outros tons. Quem sabe, um especial com João Gilberto e outros nomes da Bossa Nova e da nova música brasileira lembrando 20 anos sem Tom Jobim (please: nada de Michel Teló cantando "Insensatez").
 
 
todos soltos

III 


Como faz a cada véspera de eleição, uma querida tia liga de Caicó. Diz ela não curtir candidato cujo programa sugere a redução da maioridade penal, a privatização do ensino e alteração no atual sistema de cotas das universidades. Isso, sem contar com a possibilidade de termos o cantor Lobão ou o apresentador Luciano Hulk como futuros ministros da cultura.


Ao se despedir, a querida tia lembra o que disse a Dilma para o Aécio, no debate de ontem na Globo. Referindo-se ao estado de São Paulo e à seca paulista do governo tucano, a presidenta disse: "Vocês estão levando o estado a ter um programa "meu banho, minha vida". Foi isso que vocês conseguiram".
 
 
 

sábado, 20 de setembro de 2014

Marina Silva


Foi um rio que passou em minha vida ou Não falem desta mulher perto de mim

domingo, 20 de julho de 2014

russo de roer


Foi só o tempo que errou.

Renato Russo
 
para os mestres Ilza Matias,
Luiz Alberto e Fernando Vieira,
gauches no país do magistério

  
Dado à dor e à disciplina
à liberdade no confronto 
entre a loucura e o amor
ele ouvia ecos bíblicos
tinha mania de eleger
era máquina de optar

Destemido quanto à língua 
e o pau pra fora no palco
viveu a vertigem de ser
livre gauche incendiado
do afeto perdeu os prazos
luz e cinzas sobre o Rio é

Preveu o só o caos tocou
fogo nos mitos bebeu
o mar aberto a tempestade
o que vem é perfeição
minha laranjeira verde
animal que lodo sou

Fênix que ao voar devora
o tempo e trilha sonora é
do Brasil redemocratizado
releu ruínas sacras e cinzas
o livro dos dias e o sopro 
do dragão na ceia dos sonhos


 
 
Natal/Rio, 20 de julho de 2014


 


domingo, 1 de junho de 2014

ao rei




"Biografia autorizada não é biografia, é currículo"

  Ricardo Ferraço, senador do Espírito Santo




quarta-feira, 30 de abril de 2014

Caymmi (30/04/1914 - 2014)

 
para Nana, trilha

o mar na voz
no olho a onda
o azul em si

o amor chegou


sábado, 23 de novembro de 2013

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Cazuza no museu II



Para Jo, Jurema, Rita e demais colegas da graduação em Letras - UFRN

 

Creio que a maioria dos leitores conhece Cazuza como o roqueiro exagerado que morreu de aids nos anos noventa, pedindo uma ideologia para viver. Poeta porralouca, seu desbunde tem a ver com a contracultura, e com o comportamento desejante dos jovens, como atesta essa fala que está no Museu da Língua Portuguesa: "eu não estou cabendo no mundo, me ajude alguém”.

 
Carregado nas referências literárias, o post anterior gerou indagações em torno do Cazuza leitor. Alusões às gerações beat e marginal parecem mais fáceis de engolir; não as relações de Caju com os textos de Carlos Drummond e Clarice Lispector. “Como assim”, pergunta Julia, “o que tem a ver o exagero do mar de Ipanema com a melancolia do pó de Minas”?

 
Bela pergunta, Julia, daria uma tese. Exímio leitor de prosa e poesia, Cazuza gostava de Água Viva, livro publicado em 1975 por Clarice Lispector. Dela, ele musicou trechos da crônica “Que o deus venha”, do livro póstumo A descoberta do mundo. O compositor transformou, em parceria com Frejar, o texto da escritora num belo blue gravado por Cassia Eller em seu primeiro vinil.
 
 
"lírios não nascem da lei"

 
Se com Clarice havia uma relação de identidade (“Sou inquieta, áspera e desesperançada”), com Drummond, parece haver uma filiação existencial em relação ao tempo. O poeta mineiro e o compositor carioca são do mesmo partido, como sugere o poema “Nosso tempo”, do livro A rosa do povo: “Este é tempo de partido/ tempo de homens partidos”. Este poema lembra a forma como Cazuza inicia sua canção “Ideologia”: “Meu partido é o coração partido”.

 
Mesmo partido, esse coração continua batendo. Quem muito bateu em vida, bate agora no museu. Logo ele que cantava, no final da vida, “eu vejo um museu de grandes novidades”, é agora peça viva de um ambiente interativo, onde as pessoas, ao atenderem a um telefone antigo, podem ouvir um Cazuza ríspido (“caralho, tem que ter uma mente nova”) ou esperançoso (“O Brasil vai ensinar ao mundo”). Coisas de quem portou, na veia, o final do século sem filtro.

 

domingo, 10 de novembro de 2013

Cazuza no museu III



Para a professora Lucia Helena e as turmas
do curso Letras/Parfor da UFRRJ


Cazuza mostra a sua cara no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo. Cazuza - misto do Brasil urbano que toca na favela, no sertão e na periferia da metrópole. Ouvido de todas as raças e de todos os tons, ele canta vários credos ecumênicos e gêneros sexuais.  Mistura de ritmos com poesia, ele tem a manha do poeta rápido, rasteiro.

Cazuza é letra pop. Escrita cultural que a academia acolhe como produto da era da redemocratização, nos anos oitenta, quando ele cantava “a burguesia fede” e, contradizendo o seu próprio discurso demolidor, afirmava: “eu tenho esperança, eu fiz o que pude”.

Além dessa esperança, Cazuza traz o sonho ("quem tem um sonho não dança") e a religiosidade ("Peço a deus que me perdõe no camarim") dos autores românticos ("adoro um amor inventado"). Cercado de paradoxos, ele vive no limite proposto pela rapidez moderna de um tempo veloz e trepidante que não pára.

feito de letras e verbos
 
"Exagerado" assumido, o poeta sabe que “viver é gastar a vida” (Mário de Andrade). Como o jagunço Riobaldo, ele aprendeu, através da carne e do verbo, que "viver é muito perigoso"; e viu que "virar pelo avesso é uma experiência mortal" (Ana C). Amigo do escritor Caio F, o compositor também se alimentava de "pequenas epifanias", "morangos mofados", o escambau...

Cazuza conjuga os verbos do seu tempo. Ele vive, gasta, vira, dá e pede. Pede até piedade. Pede muito: pede “uma” ideologia para viver, pede para o Brasil, corrupto e autoritário, mostrar a sua cara e respeitar as leis; e pede também, ao contrário do compositor social, que quando estiver cantando ninguém cante nem se aproxime muito dele.

Cheio de sarros e “segredos”, esse canto - às vezes ao pé do ouvido - põe no liquidificador cultural a bossa nova, o rock in rol, a tropicália, Cartola e o samba canção. Cazuza junta a esses ritmos a poesia beat americana, a poética marginal brasileira, a luz e a farpa de Clarice Lispector, e muito pó, muita pedra das minas do poeta Carlos Drummond.

Coração "batendo travado na escuridão do quarto”, ele é o primeiro espanto numa geração que, ao ver a cara da morte, assume ser “cobaia de Deus”, e numa MPB que canta “dois homens apaixonados”.

Político, poético, porralouca e religioso, ele é um desses que "viram messias e andam no mar”. Por isso, ao contrário do que sugeriu a revista Veja, nos anos 90, sua obra fica. Fica e eu creio que ele ainda será trilha de outras gerações.


 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Portugal




"... que criou tanta treva e luz"



domingo, 15 de setembro de 2013

a trilha sonora das coisas

 
 
Para Lara A


Hermeto Pascoal é todo música. Música em estado bruto. Seja do palco ou da platéia, ele retira, ao vivo, o melhor do som dos seres. De ouvido, das antigas.
 
 
No diálogo que empreende entre o piano e os demais instrumentos, o multiinstrumentista colhe e divide, com os seus músicos e com os ouvintes, a alma sonora – geralmente inaudível, esquecida – dos homens e das coisas simples.
 
 
Aos 77 anos, de pé durante mais de uma hora, o músico rege, no Rio, uma sinfonia moderna que sugere ouvidos desautomatizados. Através deles, Hermeto conecta-se com o pulsar e os fonemas que a platéia lhe devolve, numa vibração que tonifica quem toca e quem ouve, seja clássico, jazz, bossa nova ou baião.
 
 
Nessa sinfonia que relê a memória musical do ouvinte, alguns objetos de uso cotidiano – como a chaleira de metal ou o porquinho-cofre de barro, no balanço de suas moedas –, anunciam a melodia que existe em todo utensílio ou fala.
 
 
Tocados pelo corpo de Hermeto, esses instrumentos e linguagens revelam uma musicalidade multiétnica, ancestral, onde  homens, bichos e coisas se tocam. Musica atemporal do Olho d`água, onde nasceu o compositor alagoano, na trilha sonora do mundo.

 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Dominguinhos e seus parceiros

 
 
          Lamento sertanejo – Gilberto Gil
             Xote de navegação – Chico Buarque
          Contrato de separação – Anastácia
         Tantas palavras – Chico Buarque
        Tenho sede – Anastácia
             Gostoso demais – Nando Cordel
             Quem em levará sou eu – Manduca
       Retrato da vida – Djavan
               Quando chega o Verão – Abel Silva
            Bonitinho -Yamundu Costa


 


sábado, 13 de julho de 2013

hoje é dia do rock and roll



Deus salva, o rock alivia


escrito a carvão num muro branco de São Paulo




domingo, 3 de março de 2013

Macalé no Circo


Para André Vinícius, Marcia Romano (RJ) e Rose Mary (RN)
 

Foi o poeta João da Rua quem melhor "interpretou"  Jards Macalé no Rio Grande do Norte. Lembro de um show em Natal, no final da década de 80, na Cidade da Criança, no qual Macau atualizava lindamente algumas canções antigas, com timbres que oscilavam entre o pop e a Bossa Nova. O autor de Temporada de Ingênios inscreveu o cantor na Tribuna do Norte, resgatando o seu legado tropicalista, num percurso à margem que continua desafiando "o coro dos contentes".

 

Os shows de Macalé em Natal eram tão belos que eu demorei a gostar das apresentações dele no Rio. Mais de uma década depois, assisto a um show dele, na Lapa, que ultrapassa o que vi no RN. Vigoroso e interativo, ele regeu o palco e a platéia. Demonstrou - com palavras e ritmos - como os gestos continuam produtivos quando em sintonia com o outro (a banda), o espaço (Circo Voador) e o tempo.

 

Macau celebra, aos 70, o deus tempo, tendo a margem como "navio". Viaja com vigor na "dor canalha" do Walter Franco. Canta com Adriana Calcanhoto. Ela ilumina com tons do novo milênio o Anjo Exterminado - sangrada letra de Waly Salomão que celebra a morbeza romântica e as "curtições otárias" dos amores que desaparecem,  mas sempre voltam. Elétrica e sombria, Thais Gundim canta com voz cheia de carne o Hotel das Estrelas (“Rio e também posso chorar”). Macau diz estar pronto para voar. Voou no Circo. Como Pessoa que só se reconhece como sinfonia, e de quem o poeta João da Rua é leitor.

 
 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Ná no quintal


Curto a cantora Ná Ozzetti desde o início dos anos 80, quando adquiri em Natal (RN) – ao acaso, sem referência – um vinil do Rumo. Este grupo paulista entoa e traduz muito da subjetividade afetiva daquela década. Suas sonoridades sutis marcaram minha audição mais ou menos como os timbres e tons de João Gilberto, da poesia de Leminski e da música pop formataram o ouvido.

Com o belo show Meu quintal, Ná comemora 30 anos de uma carreira bastante produtiva e sem concessões. Entremeado de clássicos como Capitu e Atlântica, o show tem por base o CD homônimo de 2011, repleto de parcerias com Luiz Tatit, Dante Ozzetti e Alice Ruiz, dentre outros.

Meu quintal ratifica a sofisticação estética de uma trajetória inventiva que não se repete, e cuja "língua falada" faz "tecer a melhor teia" (Luiz Tatit).

Chovem acordes e palavras brotam no quintal de Ná. Ela dança lindamente ao colher os frutos do seu quintal cantado. Quintal urbano que também “é um sertão” onde vingam gestos. Seu repertório surpreende principalmente pelo teor de invenção e contemporaneidade.

A seguir, a palavra da cantora cuja sutileza musical (a)fia.


NG: Ná, os seus discos e CDs circulam principalmente nas grandes cidades. Muitos ouvintes não os encontram, ou desconhecem a belíssima obra que você vem construindo ao longo das três últimas décadas. Gostaria que apresentasse sua discografia, e as formas de acesso e aquisição das obras.
NO: Nonato, com o grupo Rumo gravei os seguintes discos:

Rumo e Rumo aos Antigos - lançados simultaneamente em 1981
Diletantismo - 1983
Caprichoso - 1985
Quero Passear - 1988
Rumo ao Vivo - 1992
O Sumo do Rumo - Coletânea
maiores informações no site www.gruporumo.com.br
em carreira solo:
Ná Ozzetti - 1988
Ná - 1994
Love Lee Rita - 1996
Estopim - 1998
Show - 2001
Piano e Voz - com André Mehmari - 2005
DVD Piano e Voz - idem - 2006
Balangandãs - 2009
Meu Quintal - 2011

a maior parte de minha discografia solo foi relançada pela gravadora MCD www.mcd.com.br . Além do site, normalmente são encontrados em livrarias como a Cultura, Saraiva, Fnac e Livraria da Vila.


o CD Meu Quintal foi lançado pela Borandá www.boranda.com.br

NG: Dentre os trabalhos que conheço – Ná Ozzetti (1988), Love Rita Lee (1996), Piano e Voz (2005) e Meu Quintal (2011) –, percebo ser neste último que você se afirma como compositora. Das 12 faixas que compõem o cd, 11 são suas. O que motivou esta presença marcante da compositora?

NO: tenho composições também nos discos Ná (1994) e Estopim (1998).
comecei minha carreira como intérprete e a composição veio mais tarde.
gosto muito de poder alternar meus trabalhos, entre projetos autorais e os em que atuo como intérprete.

NG: O que se ouve e lê no seu quintal? Por causa da sua formação em Artes Plásticas e do diálogo que mantém com outras artes, gostaria de saber as influências estéticas.

NO: são muitas influências, em todas as formas de arte, como na dança Kazuo Ohno, Pina Bausch, no cinema Fellini, Chaplin, nas artes plásticas meus amigos Edith Derdyk, Laura Vinci, Gal Oppido, na literatura Guimarães Rosa, Mia Couto, os poetas Alice Ruiz, Paulo Leminski, Cecília Meirelles, e na música Tom Jobim, Beatles, só para citar alguns nomes, pois a lista é grande.


NG: Quais os projetos futuros?

NO: tenho idéias para um novo CD, com outras canções. Já já começo a trabalhar nele.



sábado, 21 de abril de 2012

Criolo e Cálice


Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você

                                                   "Não existe amor em SP", Criolo

quinta-feira, 1 de março de 2012