e todo caminho deu no mar

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"lâmpada para os meus pés é a tua palavra"

sábado, 23 de abril de 2011

Letras Contemporâneas




Literatura brasileira contemporânea - Beatriz Rezende e Alcir Pécora - Bloco 4 from IMS - Instituto Moreira Salles on Vimeo.



O debate sobre Literatura Brasileira no IMS envolveu o editor Paulo Roberto Pires, a crítica e professora Beatriz Resende (UFRJ/UNIRIO) e o crítico e professor Alcir Pécora (UNICAMP).

Beatriz responsabiliza os Cursos de Letras pela incompetência do autor, da obra e do leitor. Após o debate no IMS, a autora de “Contemporâneos” (2008) diz que encheu dos autores contemporâneos, e foca nos escritores que “já sossegaram o ego.” Alcir Pécora diz que “literatura não se resolve com atitude”. Ele detona a prosa realista que vigora neste século, escrita em grande parte por autores conformistas que se negam "a pensar seus impasses".

Como leitor, tenho uma antiga preguiça. Preguiça de narrativas e posturas que se tecem de forma egoica e realista. Entre o ego e o realismo, meu coração desanda a bater em outras páginas que são uma beleza. O debate do IMS gerou querelas infindas, como demonstra esta nova matéria do jornal O Globo: http://oglobo.oglobo.com/blogs/prosa/



7 comentários:

Alexandra Moraes disse...

precisamos melhorar a qualidade do fogo!

Nonato Gurgel disse...

Querida Alexandra, saudades. Lembrei do fogo que Prometeu rouba dos deuses para doar ao homem, e que ajuda Bachelard a escrever as duas maneiras de fazer o fogo: a fricção ou o choque. Que venham ambas. bjs

Anônimo disse...

muito querido colega,
obrigada por postar o vídeo. enviei para colegas e ex-alunos da ufpa.
só queria lembrar que deve fazer algum sentido, e forte, o fato de que "um defeito de cor", da ana maria gonçalves, não só angariou mais leitores que a média registrada pelas editoras para literatura brasileira contemporânea, e esgotou já sua primeira edição em menos de 6 meses, como também levou o "casa de las américas" daquele ano. esse sentido forte, creio, revela o quanto o estudo de nossa colega e pesquisadora da unb, regina dalcastagné, tem para contribuir para essa presente discussão, que ultrapassa, em medida extensa, o eixo rio-são paulo. deixo aqui um título da regina:
Entre fronteiras e cercado de armadilhas: problemas da representação na narrativa brasileira contemporânea (Editora UnB, 2005). Aliás, um dos presentes no júri daquele ano do Casa de las Américas foi justamente Luiz Ruffatto. Um dos únicos escritores presentes num encontro que promovi em Buenos Aires com a presença da Regina e da Ana Maria, e mais cerca de 20 escritores "brasileiros contemporâneos" e uns 20 argentinos... também contemporâneos (equivalência de label); continuando, Ruffatto foi um dos únicos escritores presentes ao evento em Buenos Aires que, ao escutar Regina e Ana Maria, não só se sensibilizou para a questão como fez, em público, questionamentos profundos sobre a posição que ele próprio ocupa e sobre o que seria a tal "literatura brasileira contemporânea". Ou, ao menos, para seguir Bourdieu, sobre o que seria esse "campo". Um beijo da sua colega leitora e admiradora explícita, Camila do Valle

Anônimo disse...

Outro título da Regina Dalcastagnè: Ver e imaginar o outro - alteridade, desigualdade, violência na Literatura Brasileira Contemporânea. Editora Horizonte, 2008. Bj, Camila

Nonato Gurgel disse...

Camila querida

Curti muito a sua narrativa em torno do sentido dessa discussão "sobre o que seria esse "campo". Esse campo contemporaneo e seus temas me interessam muito (assim como o Euclides amazonico), embora eu necessite de mais leituras.

Valeu pelos títulos da regina dalcastagné, cujo ensaio sobre
o espaço na narrativa contemporanea eu curto muito.

Beijo do seu colega leitor e admirador

Volte sempre.

Ella disse...

Professor Nonato, agora te sigo aqui. Parabéns pelo blog. Interessantíssimo. Caso nao reconheça, sou a Stella da turma de letras do primeiro período.

Não podemos esquecer que a literatura necessita da tradição para sua sobrevivência, é o ar a ser respirado.

Entretanto a tradição que estamos acostumados a ler, sempre como, por exemplo, no realismo (querendo quebrar a veia romântica, fazendo com que a sociedade na época parasse de viver os heróis totalmente idealizados e enxergasse os problemas sociais, como, por exemplo, um padre beberrão)ou nos movimentos de vanguarda, procurou quebrar a própria tradição, renovando-se sempre.

Nonato Gurgel disse...

Stella querida, é muito bom encontrar vc neste mundo virtual de meu deus com um olhar certeiro para a tradição. Seja bem vinda. Volte sempre.

Nonato Gurgel