e todo caminho deu no mar
"lâmpada para os meus pés é a tua palavra"
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
2 poetas concretos
a vida é curva
Oscar Niemryer
arquiteto carioca e senhor das curvas, dizia ser a vida mais importante que a arquitetura
1907 - 2012
não finge o pasmo, não inventa que é chapado:
quem pira além da piração não é pirado.
Décio Pignatari
escritor paulista e senhor "cloaca", para quem a literatura parecia ser mais importante que a vida
1927 - 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Bruta aventura em versos
Exibição e debate do filme sobre Ana Cristina Cesar
UFRJ 05/12/12 - 13 h
Mesa de debates
Letícia Simões, cineasta
Nonato Gurgel, Prof. de Teoria Literária da UFRRJ
Heleine Fernandes, Pesquisadora do Mestrado em Ciência da Literatura da UFRJ
Mesa de debates
Letícia Simões, cineasta
Nonato Gurgel, Prof. de Teoria Literária da UFRRJ
Heleine Fernandes, Pesquisadora do Mestrado em Ciência da Literatura da UFRJ
Mediadora: Anélia Pietrani, Profa. de Literatura Brasileira da UFRJ
Integração dos Núcleos Interdisciplinares de Literatura e Cinema(NILC)
e de Estudos Literários da Mulher (NIELM).
II MOSTRA CULTURAL DA FAC. DE LETRAS DA UFRJ
Validade de 03 horas para certificado de AACC
Integração dos Núcleos Interdisciplinares de Literatura e Cinema(NILC)
e de Estudos Literários da Mulher (NIELM).
II MOSTRA CULTURAL DA FAC. DE LETRAS DA UFRJ
Validade de 03 horas para certificado de AACC
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
no ritmo da letra e da memória
A escritora, tradutora
e psicanalista carioca Solange Rebuzzi ostenta uma bibliografia cuja dezena de
títulos contempla diferentes gêneros como a poesia, o ensaio e o romance.
Formada em Psicologia, doutora em Literatura, pesquisadora da obra de Fancis Ponge, ela coordenou o Seminário de Literatura e Psicanálise, na Escola Letra Freudiana do Rio de Janeiro.
Autora de textos ensaísticos sobre alguns escritores seminais da nossa literatura, como João Cabral e Paulo Leminski, ela lança no próximo dia 28 o Livro das Areia. Sobre esta narrativa de 2012, outros livros e temas do seu inverso profissional, ela fala a seguir.
Formada em Psicologia, doutora em Literatura, pesquisadora da obra de Fancis Ponge, ela coordenou o Seminário de Literatura e Psicanálise, na Escola Letra Freudiana do Rio de Janeiro.
Autora de textos ensaísticos sobre alguns escritores seminais da nossa literatura, como João Cabral e Paulo Leminski, ela lança no próximo dia 28 o Livro das Areia. Sobre esta narrativa de 2012, outros livros e temas do seu inverso profissional, ela fala a seguir.
clique para ampliar
1
- Solange, como classifica o seu novo livro de ficção, cuja “língua que não é
só a de um romance”?
O Livro das areias é uma narrativa. Está
fora das classificações mais usuais. Nasceu assim. A escrita deu a direção à
minha fala, fora da linguagem mais linear. Quando afirmo, no início do livro,
que a língua não é só a de um romance quero marcar essa diferença, enquanto possibilidade.
Ele está escrito em versos livres, mas é uma narrativa de tempos vívidos em
diálogo com a escrita.
2
- A sua inscrição profissional abrange diversas áreas do saber e da cultura
como a psicanálise, a literatura e a tradução. Até que ponto a psicanalista, a
escritora e a tradutora dialogam? Ou estas atividades profissionais são
exercidas de formas isoladas?
Nonato, meu caro, são
as diferentes áreas de “um saber não sabido” que se mostram como eu gosto de
dizer. A psicanalista, a escritora e a tradutora conversam... O meu interesse
está assinalado no estilo que as
narrativas, as distintas narrativas, saboreiam. O escrever se impõe a partir da
leitura com o ritmo da letra. Os gêneros importam menos.
No
consultório, são os analisantes quem fazem e refazem sua própria escrita-vida
diante de uma escuta analítica que lhes dá novas possibilidades.
Na
tradução o trabalho celebra a língua estrangeira, que nos alcança enquanto
tradutores-escritores-poetas e a experiência se coloca diante da falta, pois não
se traduz nunca com a completude e a perfeição. Traduzimos com o desejo e a
capacidade de inventar, subtrair e/ou somar.
3
- Quais são as diferenças entre este Livro
das Areias (2012) e as narrativas de Estrangeira (2010) e Quase
sem palavras (2011)?
Estrangeira nasceu depois de um tempo de estudos na França, durante um
doutorado-sanduíche em 2005. É também uma declaração de amor à Paris, mas não
só. Talvez, por isso ele tenha sido publicado primeiro. E o Livro das areias cresceu aos poucos,
obedecendo ao ritmo da memória, pois é bastante autobiográfico (dentro da
lógica que reconhece que o escrito carrega o bio
da grafia ficcional sempre, conforme nos ensina Roger Laporte).
sábado, 17 de novembro de 2012
Cordel não é folclore
Como diz na entrevista a seguir, o professor e poeta Aderaldo Luciano, autor de O auto de Zé Limeira (2008), vem pesquisando o cordel há 20 anos. Em 2007, ele defendeu na UFRJ a tese de doutorado “Literatura de Cordel: visão e revisão”, orientada pela professora e escritora Helena Parente Cunha.
Desde então, o autor vem ministrando aulas e apresentações públicas onde apresenta uma “narrativa” entremeada de figurações da cultura sertaneja e cenas urbanas, com uma metodologia repleta de informação e humor, na tradição da aula-espetáculo de Ariano Suassuna.
Esta crítica tem como base os aspectos folclóricos e culturais dos antigos estudos e pesquisas, em detrimento dos elementos literários que esta pesquisa busca priorizar. A seguir, a fala deste leitor de Câmara Cascudo e Augusto dos Anjos, que traz para o campo da linguagem a especificidade do cordel, e acredita no seu “caráter literário”.
1 - Aderaldo, por que o cordel em
pleno século XXI?
O cordel é a única forma poética genuinamente brasileira. Todas as
escolas literárias passaram e o cordel continua. É como o soneto: não tem idade
e é sempre vanguarda. Infelizmente nunca recebeu o tratamento merecido. Com os
deslocamentos do eixo cultural e as mudanças sociais vigentes neste século, o
olhar sobre o cordel também migrará. Há 20 anos venho me preparando para isso.
Agora é hora.
2 - Quais são os autores mais
representativos do cordel no Brasil?
Da Geração Princesa, a pioneira, temos Leandro Gomes de Barros,
Silvino Pirauá de Lima, João Martins de Athayde e Francisco das Chagas Batista.
Da Geração Prometida, a intermediária, que ofereceu permanência ao
cordel: José Camelo de Melo Resende, Delarme Monteiro, José Pacheco, Antonio
Teodoro dos Santos e Manoel D'Almeida Filho. Da Geração Coroada: João
Firmino Cabral, Bule-Bule, Manoel Monteiro, Antonio Américo de Medeiros e
Azulão. A Geração Celebrante, esta que aí está segurando o bastão e
fazendo fé na coroa, aprendeu com os mestres e está trilhando o bom caminho,
mas ainda está sob observação.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
FLIPIPA 2012
No link abaixo,
encontra-se a programação do quarto Festival Literário da Pipa que acontecerá este ano de 22 a 24 de
Novembro no RN. Evento literário que se identifica com o discurso multicultural contemporâneo, o FLIPIPA celebra a literatura e a leitura, e conta com a participação de escritores, poetas, professores, jornalistas, pesquisadores acadêmicos e críticos literários, objetivando, segundo o site do evento, "unir as duas pontas da prática literária: o pensamento crítico/acadêmico e a formação através de uma programação educativa".
http://www.flipipa.org/
Postado por
Nonato Gurgel às
18:45
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Obama bis
o discurso multicultural do presidente negro
reeleito com cabelos brancos
pelas minorias ora maioria
na sintonia virtual a semelhança dança
o riso solidário via twitter:
negros mulheres gays
pobres e jovens
alunos de Harvard
71 % dos latinos apostaram na sensibilidade social dos democratas americanos
isso faz o mundo respirar um pouquinho
melhor, mais lépido
menos bélico
reeleito com cabelos brancos
pelas minorias ora maioria
na sintonia virtual a semelhança dança
o riso solidário via twitter:
negros mulheres gays
pobres e jovens
alunos de Harvard
71 % dos latinos apostaram na sensibilidade social dos democratas americanos
isso faz o mundo respirar um pouquinho
melhor, mais lépido
menos bélico
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Obama
Filho de um economista com uma antropóloga, ele
foi criado entre livros, filmes e peças de teatro. Como sua mãe, ele é fã do "Orféu Negro" - um filme
dirigido pelo francês Marcel Camus, baseado na peça "Orféu da Conceição", de Vinícius de Moraes.
Obama foi professor. Estudou Direito e Ciências Sociais em Harvard e Columbia. Deseja menos dores, menos narrativas bélicas na internet e nas bibliotecas da América. Tem sorriso firme e humor suficiente para comparar-se ao vira latas que procurava para a filha em 2008, quando assumiu o cargo como primeiro presidente negro dos Estados Unidos.
Aos 52 anos, a biografia deste Nobel da Paz ostenta uma vida em trânsito. Viveu na Indonésia e no Havaí. Viu, pegou e tirou ondas. Muitas ondas. Ouvido treinado por Males Davis, Bruce Springsteen e U2, o presidente assume que tragou. Negro lépido e afirmativo, sua imagem aciona o exercício da diferença e aponta para um roteiro histórico e cultural bem mais solidário. Isso pode aferido em assertivas tipo "Eu adoro esse cara", referindo-se ao ex-presidente Lula em 2009.
Ao contrário de republicanos como Bush e Romney, o democrata autor de "A origem dos meus sonhos" vê além das diferenças raciais na América em crise: "não há um EUA branco e outro negro, e sim os Estados Unidos da América". Por isso ele diz ser o presidente de todos os americanos. Em português, seu nome remete à conjugação do verbo amar no presente do indicativo e no imperativo: ama.
Obama foi professor. Estudou Direito e Ciências Sociais em Harvard e Columbia. Deseja menos dores, menos narrativas bélicas na internet e nas bibliotecas da América. Tem sorriso firme e humor suficiente para comparar-se ao vira latas que procurava para a filha em 2008, quando assumiu o cargo como primeiro presidente negro dos Estados Unidos.
Aos 52 anos, a biografia deste Nobel da Paz ostenta uma vida em trânsito. Viveu na Indonésia e no Havaí. Viu, pegou e tirou ondas. Muitas ondas. Ouvido treinado por Males Davis, Bruce Springsteen e U2, o presidente assume que tragou. Negro lépido e afirmativo, sua imagem aciona o exercício da diferença e aponta para um roteiro histórico e cultural bem mais solidário. Isso pode aferido em assertivas tipo "Eu adoro esse cara", referindo-se ao ex-presidente Lula em 2009.
Ao contrário de republicanos como Bush e Romney, o democrata autor de "A origem dos meus sonhos" vê além das diferenças raciais na América em crise: "não há um EUA branco e outro negro, e sim os Estados Unidos da América". Por isso ele diz ser o presidente de todos os americanos. Em português, seu nome remete à conjugação do verbo amar no presente do indicativo e no imperativo: ama.
Como escreveu hoje Arnaldo Jabor nO Globo, "se o Mitt for eleito, voltará a grande máquina careta onde todos se encaixam como parafusos obedientes, uma máquina que paraliza o presente num passado eterno..."
Obama bis.
Obama bis.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
ajoelha
... a morte que
é nesta história o meu personagem predileto.
Clarice Lispector, A
Hora da Estrela, 1977
... com o rigor/que a morte pede
Armando Freitas Filho, Cabeça de Homem, 1991
...digam-lhe
a
verdade, que esta tão
dura
morte é ainda o
resto
da minha alegria
Walter Hugo Mãe, Poemas,
2005
Eu
estive com a morte de frente; vou ter medo de encarar o que?
Reinaldo Gianecchini em
“Marília Gabriela entrevista”, 2012
... quando não escrevo estou morta...
Clarice Lispector, entrevista para a TV Cultura, 1977
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
FLIPIPA
No link abaixo, a programação do Festival Literário da Pipa que acontecerá de 22 a 24 de Novembro no RN.
http://www.flipipa.org/
sábado, 6 de outubro de 2012
leitor dos manuais
Lembro da
casa de cores e cheiros fortes. Corpos quentes em quartos sombrios. Lá, dançava quem não lia os manuais da carne
e suas pequenas traições negociadas aos gritos ou na mudez mais sanguínea. Nunca
esqueci este cenário da família do filme “Os sete gatinhos”,
baseado na obra de Nelson Rodrigues.
Assim como a
poeta Diva Cunha, o teatrólogo é um autor ocupado “com as
coisas da carne”. Leitor da gramática da carne, o autor das Tragédias
Cariocas não subestimava a morte. Conheceu-a bem cedo quando viu seu irmão Roberto ser assassinado numa redação de jornal. Em entrevista para o escritor
Oto Lara Resende, Nelson diz que aos 40 anos sacou a idéia de finitude.
Peles e pelos. O universo
erótico e familiar recortado pelo autor, em 17 peças teatrais, ajuda a entender o cotidiano burguês que a modernidade urbana inventou no século XX. Ajuda e nos
situa a todos num mesmo e efêmero reino: o do corpo. É a carne e sua sinfonia que o autor
ouve e põe no palco.
sábado, 22 de setembro de 2012
Teoria e Crítica Literária
A
seleção dos dez autores finalistas do Prêmio Jabuti inclui o ensaísta Eduardo
de Assis Duarte, professor da UFMG, cuja antologia é uma referência nos estudos da
Literatura negra no Brasil.
A presença das
editoras de SP e MG parece sugerir, aos universos da crítica, da academia e da
mídia, alguma coisa em relação aos processos de leitura, pesquisa e publicação
em nosso país.
Jabuti 2012
1º - Da estepe
à caatinga: o romance russo no Brasil (1887-1936)
- Bruno
Barretto Gomide, EDUSP
2º - Critica
Textualis in Caelum Revocata? Uma Proposta de Edição e Estudo da Tradição
de Gregório de Matos e Guerra
-
Marcello Moreira, EDUSP
3º - A
Espanha de João Cabral e Murilo Mendes
- Ricardo Souza de Carvalho, Editora 34
4º - Cenas
de um modernismo de província
- Ivan Marques, Editora 34
5º - Literatura e Afrodescendência no Brasil: antologia crítica
- Eduardo de Assis Duarte e
Maria Nazareth Soares Fonseca, Editora UFMG
6º - Hermenêutica
e Crítica: o pensamento e a obra de Benedito Nunes
- Jucimara
Tarricone, EDUSP
7º - João
Antônio, leitor de Lima Barreto
- Clara Ávila Ornellas - EDUSP/FAPESP
8º - A
Construção da Identidade Nacional nas Crônicas da Revista do Brasil
- Maria Inês Batista Campos, Editora Olho D'Água
9º - Janelas
Indiscretas: Ensaios de crítica biográfica
- Eneida Maria de Souza, Editora UFMG
10º - Poemas e Pedras: a relação entre a
escultura e a poesia partindo de Rodin e Rilke
- Rita Rios, EDUSP
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Memórias eróticas de um país repressivo cheio de tesão
Nelson
Rodrigues é o autor brasileiro que mais vi do que li. Primeiro vi Nelson via Jabor:
“Herculano, aqui quem fala é uma morta” – nunca esqueci a voz de Darlene Glória
girando no gravador. Eram as primeiras cenas do filme “Toda nudez será castigada” e meu primeiro espanto no universo rodrigueano. Primeiros passos na educação
sensorial.
Dizendo-se
cristão, o autor de “Vestido de Noiva” (1943) rasurou as cartilhas religiosas e
estéticas do Brasil moderno. Questionou bulas ideológicas, da esquerda e da
direita, no contexto ditatorial dos anos 70 e 80. Afirmava ser Marx uma besta. Como
rezam as imagens dos mais de 20 filmes baseados em sua obra, o sexo atrapalha o
amor.
No universo
pujante e contraditório dos afetos e das paixões, o autor pernambucano que melhor
encenou o corpo e a alma da classe média suburbana era provocador: dizia que só
as mulheres normais gostam de apanhar; afirmava ser preciso paixão até para
chupar um picolé.
sábado, 15 de setembro de 2012
Atire a primeira pedra
Nelson
Rodrigues (1912 – 1980) criou peças teatrais e engendrou narrativas suburbanas
repletas de tragicidade e lirismo. Erotismo e violência são ingredientes
recorrentes nesta escrita que, a partir da década de 40, foca no imaginário
erótico da moderna classe média surgida no século XX.
Embora não
seja de sua autoria, a frase que intitula este post é uma homenagem ao autor que
melhor encenou o erotismo urbano nos trópicos, e que este ano completaria um
século de genialidade e contradição. Ele mesmo se definia como “reacionário”, “anjo
pornográfico” ou “flor de obsessão”, dentre outros epítetos.
O escritor é cria do jornalismo onde começou a trabalhar aos 12 anos. Foi
repórter policial. Anos depois, o jornalista Samuel Wainer sugeriu-lhe “Atire a
primeira pedra” como título para uma coluna; mas o autor de “A vida como ela é”
preferiu assim intitular sua coluna no jornal Última Hora na década de 50 no
Rio.
Em crônicas,
peças teatrais, aforismos e romances, Nelson "encenou" os gestos e afetos
suburbanos de um país repressivo cheio de tesão. Tinha, no buraco da fechadura, o melhor
ângulo de visão. Pelo buraco leu na carne a porção dionisíaca do seu povo. Numa
época na qual não era bacana gostar do Brasil, ele dizia que o brasileiro
possui luz própria. Apostava no porvir cultural dos trópicos.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Brasil
Este país é um dos últimos que ainda veneram a poesia...
O Brasil só adentra o palco da literatura universal na segunda metade do século XIX com duas figuras realmente representáveis: Machado de Assis e Euclides da Cunha. Machado está para o Brasil como Dickens para Inglaterra...
O Brasil só adentra o palco da literatura universal na segunda metade do século XIX com duas figuras realmente representáveis: Machado de Assis e Euclides da Cunha. Machado está para o Brasil como Dickens para Inglaterra...
A Europa tem muitíssimo mais tradição e menos
futuro, e o Brasil, em contrapartida, menos passado e mais porvir.
Stefan Zweig, "Um olhar sobre a cultura brasileira" in Brasil, um país do futuro, 1941
Stefan Zweig, "Um olhar sobre a cultura brasileira" in Brasil, um país do futuro, 1941
Assinar:
Postagens (Atom)


