e todo caminho deu no mar

e todo caminho deu no mar
"lâmpada para os meus pés é a tua palavra"

quinta-feira, 29 de março de 2012

Floração da Prosa no Sertão

Gurgel, Nonato. Mediação e leituras literárias do Brasil. Cursos da Casa da Leitura. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, 2010.


I – A Prosa Sertaneja do Brasil no Século XX


Mas o lindo pra mim é céu cinzento
Com clarão entoando o seu refrão
Prenúncio que vem trazendo a lenda
A chegada da chuva no sertão...

(“Festa”, Gonzaguinha)



             Com ou sem chuvas, na festa ou na guerra, o sertão é uma presença antiga e bastante entoada na nossa cultura. Seja na Música Popular Brasileira, como demonstra o trecho da canção acima, seja nas outras artes ou na historiografia da Literatura Brasileira, o sertão é um tema e “personagem” bastante produtivo.


             O sertão inspira. O sertão transpira. Gera. Desde a nossa colonização até o atual contexto histórico globalizado, o sertão constitui-se num espaço social e numa metáfora estética da cultura e da arte brasileira. Esse espaço e essa metáfora projetam uma face muito produtiva da nossa identidade cultural, como leremos a seguir.



          Das cartas da colonização do Brasil, escritas no século XVI, passando pelo romance fundado no Romantismo do século XIX, o sertão perpassa vários textos. Destaca-se, principalmente, na prosa romanesca de José de Alencar, como podemos ler nas narrativas de cunho regionalista, e em romances como O Sertanejo (1887). Alencar tenta, com a forma do romance, mapear culturalmente o país. Em sua produção literária, o escritor e político cearense busca dar conta da vastidão estética e social do Brasil. José de Alencar busca a construção de uma identidade nacional, através da inscrição da forma romanesca. Nessa inscrição, o espaço sertanejo ganha uma visibilidade inusitada.



          Pelos textos de escritores considerados pré-modernistas, como Coelho Neto, o sertão envereda no século XX.  Ele é também título, espaço e “personagem” no livro Pelo Sertão (1889), de Afonso Arinos.  No romance Vida Ociosa, de Godofredo Rangel, e na produção literária de Hugo de Carvalho Ramos, dentre outros, o sertão é presença determinante. 


          O sertão é um espaço a partir do qual é possível ler, dentre outros problemas, a “complexidade do problema etnológico no Brasil”, como diz Euclides da Cunha no início de “O Homem”. Nesta segunda parte de Os Sertões este ensaio histórico com sintaxes romanescas, com desfecho digno de uma tragédia e altíssimo teor de poesia – o sertanejo Antonio Conselheiro surge como o beato que condensa em si muito da identidade dos milhares de fieis que o seguem pelas veredas do sertão baiano.


          Sertão e Modernismo têm tudo a ver. Na esteira do que caracteriza a nossa modernidade e sua busca de identificação com a realidade social e a cultura brasileira, o sertão é um dos espaços mais estetizados pelos poetas e ficcionistas do Modernismo que atravessa o século XX. Podemos dizer que o espaço sertanejo serve de cenário para a grande parte da Literatura Brasileira escrita no século XX. Ele serve de base para a escritura do espaço narrativo que sedimenta grande parte dos volumes que representam o nosso cânone moderno.  Isso desde a publicação de Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha, até a publicação de romances como Nossa Terra (1976), de Antonio Torres, A Hora da Estrela (1977), de Clarice Lispector, e A Ressurreição de Antonio Conselheiro e a de seus 12 apóstolos (2007), de Moacir C. Lopes, dentre outros.


          Sabemos que, na literatura, as relações entre o espaço e a escrita possibilitam a produção e a leitura de múltiplas e diferentes formas estéticas. Essas relações entre espaço e texto possibilitam também a construção de linguagens as mais diversas.  Dependendo do gênero e da forma literários, seja no romance ou no conto, a noção de espaço sugere um tratamento diferenciado por parte de quem cria. Segundo o escritor e ensaísta argentino César Aira, no seu livro Pequeno Manual de Procedimentos, “... no conto, o cenário não tem tanta importância, a anedota podendo ir além. Já no romance o cenário cresce...”[1].



           Para César Aira, selecionar o espaço no qual o autor pretende inscrever a sua narrativa corresponde a resolver grande parte da equação de quem escreve. Acerca dessa problemática em torno do espaço narrativo, o escritor argentino assegura: “Encontrar um cenário onde situar a ficção é a metade (ou mais) do trabalho do narrador. A cena física estabelece a cena humana, e a coincidência das duas ocasiona a peripécia”[2]. 


          Com base nessa leitura do espaço narrativo, empreendida por Aira, destacamos a importância do espaço sertanejo e das suas figurações, principalmente nas narrativas escritas no Brasil moderno. Desde o período da nossa colonização, chegando ao século XX até este início de milênio, o sertão é uma presença marcante na cultura e na Literatura Brasileira. Exemplar dessa marca é um livro como Faca (2003), de Ronaldo Correia de Brito, um médico nascido no sertão de Inhamuns, no Ceará, e que demorou muitos anos lapidando os seus escritos. Em seus contos, esse autor cearense estetiza a terra sertaneja e seu imaginário religioso e bélico, em meio às nuanças da vida moderna. Sua marca diferencial está na ação de não descartar a raiz e o cotidiano sertanejos e o aparato moderno e tecnológico que nos circunda.



           De olho na raiz e na antena, o escritor Ronaldo Correia de Brito filia-se a uma família literária e sertaneja que possui em Euclides da Cunha um dos seus ícones mais representativos. Euclides é o grande intérprete da identidade cultural do Brasil. Na sua produção estética e literária, o sertão é lido como uma “... terra ignota, em que se aventura o rabisco de um rio problemático ou idealização de uma corda de serras.”[3]


          Além de Euclides, outro autor destaca-se como exímio intérprete da nossa identidade sertaneja: o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre. No seu livro clássico Casa Grande & Senzala (1934), ele incorpora o cotidiano sertanejo na leitura que empreende da nossa colonização, além da problemática da miscigenação. O seu ensaio apresenta uma tonalidade poética, descrevendo da seguinte forma o espaço sertanejo e suas plantas: “... os nossos sertões ouriçados de mandacarus e xiquexiques. Descampados em que a vegetação parece uns enormes cacos de garrafas, de um verde duro, às vezes sinistro, espetados na areia seca.”[4]


          Esses “descampados” da “terra ignota” servem de cenário para uma gama de autores modernos cujas obras marcaram principalmente a literatura produzida no Brasil durante o século XX. Dentre estes autores, destacamos Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz e José Américo de Almeida. Além desses escritores, dois grandes intérpretes da modernidade brasileira elegem o sertão como espaço de estetização das suas produções literárias: Guimarães Rosa e Clarice Lispector.


          Principalmente o sertão de Minas Gerais atravessa grande parte da narrativa inovadora e oralizante de Guimarães. Ele relê o espaço referencial sertanejo, criando um universo mítico e místico, no qual o sertão passa a ser o lugar onde o pasto carece de cerco. Um lugar onde limite não há. Já Clarice Lispector, no seu último romance, A Hora da Estrela (1977), estetiza a história de uma moça nascida no sertão de Alagoas e que, segundo o narrador, não teve floração. Para Rodrigo S. M. – a voz que narra –, a moça era capim. Sem florir, Macabéa vagava sem rumo pelo sertão até chegar ao Rio de Janeiro, onde acorda ouvindo os galos na Rua do Acre. Seja no universo rural ou urbano, ela vagava, na verdade, pelo deserto...



II –Deserto, Sertão



          Segundo o pesquisador e ensaísta pernambucano Gilberto Freyre, no livro póstumo De Menino a Homem (2010), as palavras sertão e deserto possuem extrema relação. Tratando da origem da palavra, Freyre diz que “Sertão era aumentativo de deserto”[5]. Essa assertiva remete às figurações de sertanejos que vivam em lugares distantes. Viviam longe da civilização. Pessoas que moravam no ermo. Pessoas “do sertão”, “de sertão”, daí o deserto – Desertão.


          O sertão está em toda parte – anuncia Riobaldo em Grande Sertão: veredas (1956), de Guimarães Rosa. O sertão é o mundo. No sertão do serrado brasileiro brota uma das anedotas políticas mais ricas em torno do nosso presidente JK. Conta-se que quando decidiu construir Brasília, Juscelino convidou as imprensas nacional e estrangeira para conhecerem o solo no qual seria erigida a futura capital do Brasil. Um mar do jornalistas e fotógrafos adentrou o serrado, atendendo ao convite do então presidente. Os profissionais da mídia cercavam Sua Excelência, quando uma jornalista francesa indagou a ele se não era um absurdo construir uma cidade em pleno deserto. Ao que Juscelino respondeu: “Absurdo, minha jovem, é o deserto”.


          O deserto é absurdo. O que fica claro nessa assertiva de JK é a necessidade que temos, como sujeitos modernos em constantes deslocamentos, de enfrentarmos o deserto e suas fronteiras. Fronteiras que também se deslocam. Fica claro nessa assertiva presidencial, o desejo de “amar” o “deserto e seus temores”[6].  Segundo Baudrillard, “a grandeza dos desertos consiste em que eles são, em sua aridez, em sua secura, o negativo da superfície terrestre e dos nossos humores civilizados. Lugar onde se rarefazem os humores e os fluidos...”


          Na anedota de JK, fica nítida a importância de lermos as figurações do deserto – os seus vazios, as suas faltas, as suas senhas e areias de superfícies. Os sinais do deserto. O deserto como origem e fim da travessia. O deserto, suas repetições. O deserto mais o cansaço da terra. O deserto e os homens. O nômade e sua travessia infinda pelo deserto e seus silêncios. “O silêncio do deserto também é visual”, diz Baudrillard. Sua leitura atenta para os planos silenciosos do deserto onde brotam a palavra e a imagem.


          Espaço plano de onde brotam imaginação e pensamento em travessias infindas, labirínticas, o deserto deseja ser lido. Lido como crítica e metáfora da cultura contemporânea. Essa leitura crítica e metafórica permite entendermos a nossa condição finita e vazia num mundo no qual as idéias de superfícies e deslocamento deletam os roteiros da profundidade e da fundamentação.



          O poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto é outro exímio leitor do homem do sertão e do deserto como metáfora espacial. Em seu livro Morte e Vida Severina (1955), o poeta batiza o espaço sertanejo onde o homem nasce, vive e morre entre solo, pedra e linguagem. O poeta relê a linguagem da pedra. Cabral estetiza a língua do pé e do pó. Ele sabe que “no idioma pedra se fala doloroso”[7]. Através dessa língua o poeta diz ser possível “cultivar o deserto/ como um pomar às avessas”. Esse cultivo é sugerido pelo eu lírico do livro Psicologia da Composição (1947), que tem início com a “Fábula de Anfion” dizendo do deserto e do vocabulário.


          De ouvido atento às linguagens sertanejas e sua oralidade, Cabral constrói a fala de quem habita aquelas paragens, assim dizendo em A Educação Pela Pedra (1965)[8]:


O sertanejo falando


1


A fala a nível do sertanejo engana:
as palavras dele vêm, como rebuçadas
(palavras confeito, pílula), na glace
de uma entonação lisa, de adocicada.
Enquanto que sob ela, dura e endurece
o caroço de pedra, a amêndoa pétrea,
dessa árvore pedrenta (o sertanejo)
incapaz de não se expressar em pedra.


2


Daí porque o sertanejo fala pouco:
as palavras de pedra ulceram a boca
e no idioma pedra se fala doloroso:
o natural desse idioma fala à força.
Daí também porque ele fala devagar:
tem de pegar as palavras com cuidado,
confeitá-las na língua, rebuçá-las;
pois toma tempo todo esse trabalho



          A “árvore pedrenta” cultivada no solo da poética cabralina deu muitos frutos. As pedras e os desertos estetizados por João Cabral são figurações estéticas e culturais do nosso tempo. Na poética contemporânea, o deserto e suas figurações continuam gerando linguagens e formas, possibilitando as mais diversas releituras. É o que assegura o poeta e escritor Macro Lucchesi, em seu livro Os Olhos do Deserto (2000). Diz o autor: “Minha busca do deserto foi e tem sido eminentemente poética, que tangencia claramente questões outras como as de ordem teológica, lingüística e política. ...O deserto é uma fábrica de metáforas”[9].


          Quem também se destaca como exímio leitor do deserto e do sertão é o escritor peruano Mário Vargas Llosa. Detentor do Prêmio Nobel de Literatura em 2010, o autor de A Guerra do Fim do Mundo (1985) inspirou-se assumidamente em Euclides da Cunha para narrar a sua versão da odisséia terrestre de Canudos, as suas condições históricas e suas contradições geográficas. 


          A Canudos e os sertões de Llosa são repletos de fé, instinto e muita imaginação. Trata-se, como no livro de Euclides, de uma Canudos cheia de “fazendas desertas”. O seu cotidiano é feito de micro-narrativas bélicas e de sonhos que passam a fazer parte da carne de quem transita pelo “deserto áspero de mandacaru”. Há nesta Canudos do escritor peruano uma revolução social, e uma entonação meio utópica de quem sonha e possui certezas em torno das ideologias modernas.


          Em seu alentado romance, Llosa relê a alma do sertanejo nordestino, enquanto viaja “... nas trilhas do deserto, entre os cactos e as pedras”[10]. Lendo Llsoa, entendemos que sertão é onde as notícias e os produtos da cultura chegam depois. Sertão é onde a informação caduca. Ou nem vem. Sertão é onde se investiga as derrotas e conta-se os rebanhos e as pedras com o olhar. Ao contrário do pacto feito no Grande Sertão: veredas, de Guimarães Rosa, no livro A Guerra do Fim do Mundo o pacto é dito, assumido. Esse dito é bem arranjado e bom de ouvir nos “desertos onde o vento ululava em redemoinhos”[11].


           Esse “vento” ouvido pelo narrador de Vargas Llosa é o mesmo vento cuja oralidade sedimenta a linguagem poética de Euclides da Cunha. Esse vento perpassa todo o sertão e podo ser ouvido em diferentes paragens do deserto. Na leitura que empreende no ensaio “O Sertão e Os Sertões”, o professor Roberto Ventura, um dos melhores leitores de Euclides da Cunha, refere-se ao autor de Os Sertões retomando a imagem do deserto. Diz Ventura[12]: “(Euclides) recorreu em seus escritos sobre Canudos e Purus, a uma mesma imagem: o deserto. A imagem aproxima a floresta tropical da caatinga do semi-árido, os sertões baianos dos amazônicos. Selva e sertão são vistos como deserto por seu isolamento geográfico e povoamento rarefeito, e sobretudo por serem territórios não explorados pela ciência ...”



BIBLIOGRAFIA


AIRA, Cesar. “A cidade e o campo” in Pequeno Manual de Procedimentos. (orgs.). Chaga, Marco M. e Marquardt, E. Curitiba: Arte & letra, 2007.
BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. 42a ed. São Paulo: Cultrix, 1994.
BRAIT, Beth. (org.). O Sertão e os Sertões. São Paulo: Arte & Ciência, 1998.
BRITO, Ronaldo Correia de. Faca. São Paulo: Cosac Naify, 2009.
CUNHA, Euclides da. Os Sertões. 8 Ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2006.

FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala. 51ª Ed. São Paulo: Global, 2006.
______ De Menino a Homem. 1ª Ed. São Paulo: Global, 2010.

LISPECTOR, Clarice. A Hora da Estrela. 22a ed. Rio de Janeiro: Frco. Alves, 1993.
LUCCHESI, Marco. Os Olhos do Deserto. Rio de Janeiro: Record, 2000.
MELO NETO, João Cabral de. Obra Completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 2003.
NUNES, Benedito. O Dorso do Tigre. São Paulo: Perspectiva, 1976
RAMOS, Graciliano. Angústia. 32a ed. Rio/São Paulo: Record, 1986.

ROSA, Guimarães. Grande sertão: veredas. 19ª Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
TORRES, Antonio. Essa Terra. 21ª Ed. Rio de Janeiro/São Paulo. Record, 2005.
VARGAS Llosa, Mário. A Guerra do Fim do Mundo. Trad. Paulina W. e Ari R. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.




[1] Aira. Pequeno Manual de Procedimentos. 2006. p. 68.
[2] Aira. Pequeno Manual de Procedimentos. 2006. p. 63
[3] Cunha. Os Sertões. 2000. p. 12
[4] Freire. Casa Grande & Senzala. 2006. p. 30
[5] Freire. De Menino a Homem. 2010. p. 36
[6] Versos da canção “Oceano”, de Djavan.
[7] Melo Neto. Obra Completa. 2003. p. 335
[8] Melo Neto. Obra Completa. 2003. p. 335
[9] Lucchesi. Os Olhos do Deserto. 2000. p. 87.
[10] Llosa. A Guerra do Fim do Mundo. 2008. p. 49.
[11] Llosa. A Guerra do Fim do Mundo. 2008. p. 53
[12] Brait. O Sertão e os Sertões. 1998. p. 65.

4 comentários:

ALÔ! ALÔ! disse...

Alô Nonato,bom dia!Que bela maneira de começar meu dia!Uma deliciosa aula de Literatura e sobre um tema que tanto me encanta.O Sertão é mágico,com sua gente,sua língua,suas cores e cheiros.Seja para quem só o desvenda nas tranquilas páginas de um livro,seja para quem já sentiu na carne a crueza dos seus caminhos,o Sertão se instala nas entranhas da gente,desenhando almas povoadas de silêncios profundos e olhares longínquos.
Minha mãe,gente do Sertão,me contava histórias que me levavam a lugares estranhos e misteriosos nascidos daquela secura tão pródiga.Logo que pude,fui eu mesma constata-los,mas,uma cena,que ela descrevia e mais tarde eu presenciei,nunca me saiu da memória e como metáfora ou estímulo da renovação e força da cultura brasileira,para mim é impar.Depois de meses,que pareciam séculos,sem uma única gota de chuva,o chão seco e rachado,era como pedra,mas,"se por milagre de São José e ordem de São Pedro,o céu molhasse a terra",no dia seguinte,de cada sulco,de cada fenda aberta pelo açoite do sol,uma planta brotava e milhares de pequenas folhinhas iam surgindo,colorindo aquele pedaço de dor.
Não há como não se trazer dentro de si,tamanha magia.
Abraços,obrigada,
Anna Kaum.

Nonato Gurgel disse...

Anna, vc é um exímia leitora do sertão. Gostei muito deste trecho do seu texto:

"... o Sertão se instala nas entranhas da gente,desenhando almas povoadas de silêncios profundos e olhares longínquos."

Abraço e bom fds

ALÔ! ALÔ! disse...

Você é sempre muito gentil com minha pena e lhe agradeço o carinho,mas sei o quão alquebrada a pobre é.
Um lindo Domingo para vc,Nonato!
Abraços,Anna Kaum.

Alexandra Moraes disse...

embora essas vozes sertanejas já me falassem aos ouvidos e já dançassem diante de mim, foi essa sua floração que me descortinou verdadeiramente o que é, ou seria o que são, os sertões.
adorei ser guiada por você enquanto pisava nesse chão de barro...
evoé!