e todo caminho deu no mar

e todo caminho deu no mar
"lâmpada para os meus pés é a tua palavra"

sábado, 3 de março de 2012

história de Trancoso para Carminha de Jardim

Acústico, virei a gente
e a energia de quem
sola só. Hoje não peça:
preciso pegar os pães.
As asas vão após por
vento ou via embratel

Por entre veredas invento
coragem, palavra: não sei
o que querem de mim chips
e buritis na tarde; mas sei
o que dizem as flores deste
Jardim aravessado por um rio

9 comentários:

ALÔ! ALÔ! disse...

Pessoal,impenetrável e lindo na teia delicada que une cada sentimento e palavra.Abraços,Anna Kaum.

Nonato Gurgel disse...

Suas leituras sempre argutas, Anna. Gostei do "impenetrável e lindo"

bj

Alexandra Moraes disse...

"...preciso pegar os pães.
As asas vão após por
vento ou via embratel..."

seria tão melhor se fossemos hábeis na arte de fazer pães, ao invés de pegá-los, não acha?

Anônimo disse...

Pasmei ao deparar-me com tão belo poema.Retrato de um momento lindo que compartilhamos em Trancoso e outros lugares onde estivemos juntos. Em um tempo de inocência e ingenuidade que não voltam jamais.Obrigada por tão lindo presente. Beijão amigo. Carminha de Jardim

Nonato Gurgel disse...

Alexandra

Quando fiz este poeminha nos anos 80 eu nao sabia da importancia de
fazer pães. Agora penso muito num curso sobre massas e tal... rsrs
Juro, vou estudar culinária, fazer
pão de quando em vez.

bj

Nonato Gurgel disse...

Minha querida Carminha

"Em um tempo de inocência e ingenuidade que não voltam jamais"

Como eram lindos os anos 80...

bj

Alexandra Moraes disse...

pois eu tenho ótimas receitas de pão, que tal uma fornada de pães e poesias?

Alexandra Moraes disse...

muitas saudades, eu estou com muitas saudades!!!!

Nonato Gurgel disse...

Aceito "uma fornada de pães e poesias" com café

bj