entre o aterro e o centro
Santa Tereza no limite
o MAM
a Casa da Suíça
o primeiro relógio público

caminhada na praça Paris
o monumento da II Guerra
os lustres urbanos no Hotel Glória
a Manchete projetado por Niemeyer
o palácio da arquidiocese
Sebastião flechado na praça
Luís de Camões e o outeiro
onde Rugendas pintou a baía
mendigos vinis aipins na calçada
passeia a loucura esguia e viril de David
um rosto global flutua entre frutas, sucos
do Hobby repleto de Haleys
dvds piratas na boca do metrô
taxistas de plantão no alto Glória
mototaxis zarpam da Arthur Bernardes
571, 572, 434 via Grajaú
livros na Empório das Letras
e no sebo Beta de Aquarius
chás, cds, revistas e jornais
na banca do Sérgio tricolor

frente ao Amaro Cavalcante
onde presido seção, esfihas
no Árabe, Largo do Machado
projetado por Burle Max
risos de Flora e Donatella no Merca Dez
chope no Amarelinho e na Villa Rica
beijo noturno na Taberna e rango
na Estação República, no Odeon
pastel no Mundo Mix – onde viveu Pedro Nava
açaí na Santo Amaro – onde morou Mário de Andrade
filme no Palácio do Catete – onde vive Vargas
barcos e shows na Marina da Gloriana crônica de Bandeira,
remanescentes de Canudos
no mercado demolido
riem na rua Augusto Severo
as meninas do Paraguai
e de outros países
“Que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha do horizonte?”
- o que eu vejo é o beco do rato na Lapa
com roda de samba e cerveja a 1 real
4 comentários:
ih, cadê o catete?
Olha só, que maravilha!!!! Me senti fazendo um passeio pelas redondezas. São horas consideráveis de caminhada em belas estrofes. Não falta nada! Até a Natália está lá, na Glória. Eu e até mesmo a Marina (essa da Glória mesmo)! Ahuuhahua!! Obrigada, fiquei bem feliz! Texto de fato, GLORIoso!!!!!
Beijos
Eu q agradeço, Natália, pelo Deus no título e pelos 2 versos finais.
bjs
Gloria, glória, pouco visito, mas quando vou me lembra muita coisa, tempo idos.
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