e todo caminho deu no mar

e todo caminho deu no mar
"lâmpada para os meus pés é a tua palavra"

domingo, 2 de novembro de 2008

O personagem do poema é o meu avô Cândido Rosendo do Amaral Gurgel


Varzinha

Para Altanízia e Geise Gurgel


ao sol claro fortaleço íris
para encarar Eulina e os frutos
que às vezes vingam. Do alpendre

diviso a Fortaleza e parte do
meu reino: a manga, a macambira
o curral e o queijo que eu

mesmo faço, além de um certo
preto afoito que afaga égua
com jeito de quem acarinha

moça – meiga matéria que muito
me confunde: duas filhas tenho;
mas o ciúme não me deixa ver

as cores do seu agrado. Devoto
cioso de São Sebastião – a quem,
gestos suaves, às vezes imito -,

tenho como hábitos a pergunta
e o pigarro quando – carrasco –
ouço ou vejo o que não gosto

6 comentários:

Bloch disse...

que ritmo, quem tom, quanta coisa! vê-se que vem de longe, quero dizer, de muito tempo!

claudia disse...

Nonato, sua poesia é suave e marcante como você. Quero, preciso, anseio por mais. Quisera eu agora ter um livro inteiro de teus versos... Me renovariam a vida...

Geise disse...

mt me orgulho de vc... dentro de mim corre um rio imenso de amor, ternura e raiz.Te amo mt, nosso avô tb te ama!!!
Beijos iluminados

Anônimo disse...

Nona, que veio de uma Caraúbas distante no tempo, porque tempo é apenas espaço repuxado em e de alfinins, nos deu o A golpe de íris, não publicado. Nona, Nonato, que só em sonhos visita sua Comala, Nonato, meu amigo da poeira.

Elí de Ar.

Anônimo disse...

bom comeco

Nonato Gurgel disse...

quem será o anonimo do bom começo, meu deus?