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Pan – cinema permanente, de Carlos Nader, é um documentário sobre o poeta Waly Salomão. O baiano de Jequié fazia e usava poesia como roteiro de vida, como alimento e tempero cotidiano. Misturava ficção e real o tempo inteiro. Passou a vida encenando um personagem para quem entre o seu “ser e o alheio, a linha de fronteira se rompeu”.
O filme tem muitas imagens de diferentes fases do poeta. Numa delas, Waly canta Lupiscínio Rodrigues na viagem que faz a Síria em busca dos seus ancestrais. Lá declama, durante uma entrevista, um dos seus versos mais pungentes e populares:
provo do favo do teu mel e agarro o sol com a mão
Waly é uma máquina de fazer poesia. Indaga ao câmara se quer que apareça nos seus olhos refletido o Redentor. Na Linha do Equador dialoga com a ninfa Eco. Interpreta seu conterrâneo Gregório de Matos no filme feito por Ana Carolina em 2002.
Em meio a águas muitas águas, Waly fala. Fala sobre tudo. Não perde o ritmo nem a fortaleza do tom. Quando lê Lábia na amplidão da paisagem baiana, terra corpo céu e mar testemunham porque o poeta não cabe na página.
No velório de 2003, na Biblioteca Nacional, Waly salta da moldura ao som dos tambores do Afro-Reagge. O poeta foi secretário nacional do livro no Ministério da Cultura, nomeado pelo Ministro Gilberto Gil, um dos seus parceiros.
O filme tem muitas imagens de diferentes fases do poeta. Numa delas, Waly canta Lupiscínio Rodrigues na viagem que faz a Síria em busca dos seus ancestrais. Lá declama, durante uma entrevista, um dos seus versos mais pungentes e populares:
provo do favo do teu mel e agarro o sol com a mão
Waly é uma máquina de fazer poesia. Indaga ao câmara se quer que apareça nos seus olhos refletido o Redentor. Na Linha do Equador dialoga com a ninfa Eco. Interpreta seu conterrâneo Gregório de Matos no filme feito por Ana Carolina em 2002.
Em meio a águas muitas águas, Waly fala. Fala sobre tudo. Não perde o ritmo nem a fortaleza do tom. Quando lê Lábia na amplidão da paisagem baiana, terra corpo céu e mar testemunham porque o poeta não cabe na página.
No velório de 2003, na Biblioteca Nacional, Waly salta da moldura ao som dos tambores do Afro-Reagge. O poeta foi secretário nacional do livro no Ministério da Cultura, nomeado pelo Ministro Gilberto Gil, um dos seus parceiros.
Um comentário:
Muito muito bonito. Fico sensibilizado, por que eu adorava esse cara. adoro. Lembro dele com um carinho do tamanho de sua beleza. Texto bonito, Nonato, muito muito bonito.
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