e todo caminho deu no mar

e todo caminho deu no mar
"lâmpada para os meus pés é a tua palavra"

terça-feira, 28 de junho de 2011

Às mesmas margens

Sempre verdíssimas
estas montanhas mineiras.
Folheio-me nelas ao som
de riachinhos que narram
sempre às mesmas margens.


Sem a pressa de quem
cedo nomeia, sem pose
e leitor da bula brutal
da paixão, cedo, ativo,
aos ritmos do meu tempo.


No silêncio do vale
escrevo versos às coisas.
Comigo acostumadas, elas
movem e ditam o destino
do inacabado: a criação

2 comentários:

Alexandra Moraes disse...

"... o destino do inacabado..."
sem fechos ou amarras entre margens...
lindo...lindo!

Noanto Gurgel disse...

comentário epifânico, Alexandra, chegou na hora certa

bj